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A. M. Couto Viana
A. Riomonte
Adelino Ínsua
Afonso Granja
Albertina Fernandes
Alfredo Pimenta
Arnaldo Gama
Camilo_Castelo_Branco
Carlos Poças Falcão
César
Figueiredo
César Luís de Carvalho
Cláudio Lima
Cristina Célia
Fernandes
Eduardo Pires
de Oliveira
Evandro Morgado
Fernando Pinheiro
Inês Vinagre
Jaime Costa
João Ricardo Lopes
João Vieira
Jorge Fonte
José Cândido de
Oliveira Martins
Manuel de Freitas
Márcia Morgado
Maria do Céu Nogueira
Paula Teixeira de Queiroz
Pedro Seromenho
Rui Sousa Basto
Sebastião Peixoto
Secundino Cunha
Sérgio Freitas
Sérgio Guimarães de Sousa
Sónia Sousa
Teófilo Carneiro
Teresa Saavedra
Walt Whitman
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A.
M. Couto Viana |
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António Manuel Couto Viana (1923-2010) nasceu em Viana do
Castelo. Foi poeta, dramaturgo,
ensaísta, memorialista, e autor de livros para crianças,
contando a sua obra com mais de uma centena de títulos,
muitos dos quais premiados.
A sua estreia literária deu-se em 1948 com o livro de
poemas O Avestruz Lírico, mas já escrevia desde
1943, pelo menos, em jornais locais de Viana, Braga,
Valença e Lisboa.
Dirigiu com David Mourão Ferreira e Luís de Macedo
as folhas de poesia Távola Redonda, e em
1956-1957, a revista de cultura Graal. Para além
disso, fez ainda parte do conselho de redacção da
revista Tempo Presente, entre 1959 e 1961.
Interessou-se pelo teatro desde cedo, tendo colaborado
como actor, cenógrafo, encenador e empresário em várias
companhias. Fez parte da direcção do Teatro de Ensaio,
da Companhia Nacional de Teatro, foi director do Teatro
do Gerifalto e encenou óperas para o Círculo Portuense
de Ópera e Companhia Portuguesa de Ópera.
A sua obra está traduzida em francês, inglês,
castelhano, chinês, alemão e russo.
Recebeu condecorações de Portugal e de Espanha.
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A.
Riomonte |
A Publicar em 2011 |
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A. Riomonte é o pseudónimo de Afonso Monteiro,
formado em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito
da Universidade de Coimbra. Poeta, ficcionista e
cronista, tem colaboração dispersa por jornais, revistas
e antologias. O seu conto "O Natal do Bibliófilo",
com ilustração de Graça Martins, foi publicado pela
Livraria Poetria.
A sua acção cultural, desenvolvida a vários níveis,
tem incidido na preservação do património, na criação de
jornais e revistas e na promoção de conferências, de
exposições e de sessões públicas de leitura. |
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Adelino Ínsua |
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Contactos:
AEIPereira@gmail.com |
Adelino Ínsua nasceu no Porto, em
1956. É Professor do Ensino Básico. Tem colaboração
dispersa por várias publicações e revistas literárias,
portuguesas e estrangeiras e tem traduzido Poesia.
Vocação
de Pomar (edição do autor, Porto, 1979)
Os Dias e a Partilha dos
Fogos ( Porto , 1984 – Prémio
Joaquim de Araújo da Associação de Jornalistas e
Homens de Letras do Porto)
Herbário (edição do
autor, Guimarães, 1990)
Magenta (Pedra Formosa,
Guimarães, 1994)
A Seta Errante (Pedra
Formosa, Guimarães, 1998)
Livro das Esmolas (Opera
Omnia, Guimarães, 2008)
Traduziu:
O
Crisântemo Branco – Antologia de Poesia
Japonesa (Pedra Formosa, Guimarães, 1995)
Su
Dongpo, A Flor da Ameixieira (Pedra Formosa, Guimarães, 2000)
Shitao, A Pincelada Única, de
(Pedra Formosa, Guimarães, 2001)
Djalal Al-Din
Rumi, Rubayat (Pedra Formosa, Guimarães, 2002)
Pavilhão da Chuva –
Antologia de Poesia Clássica Japonesa
(Pedra Formosa, Guimarães, 2002)
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Albertina Fernandes |
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Albertina
Fernandes é natural de Arcos de Valdevez, onde
reside e onde foi professora do Ensino Secundário,
durante quarenta anos, tendo leccionado Português,
Francês e Expressão Dramática.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, pela
Universidade do Porto, fez um Mestrado em Língua e
Literatura Francesas, na Universidade do Minho, em 1998,
e, mercê do seu gosto pelo teatro, está, actualmente, a
iniciar a Dissertação do Mestrado em Educação Artística,
na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.
É autora de vários livros infanto-juvenis e de um livro
de contos.
Estudiosa da obra de Tomaz de Figueiredo, tem preparado
para publicação um Ensaio Crítico-Biográfico deste
autor. É co-autora do livro Viajar com… Tomaz de
Figueiredo, edição da "Direcção Regional da Cultura
do Norte". |
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Alfredo Pimenta |
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Alfredo Pimenta (Guimarães, 1882 – Lisboa, 1950).
Historiador, escritor, filósofo e doutrinador, foi uma
das personalidades mais polémicas do meio cultural
português do seu tempo.
Formado em Direito, e com um protagonismo indiscutível
na vida política nacional, foi na vida literária que se
distinguiu, particularmente no estudo da História do
período medieval.
Deixou uma extensa bibliografia, onde abundam estudos de
filosofia política, história, crítica e poesia.
Colaborou com numerosos jornais e revistas nacionais e
estrangeiras.
Dirigiu o Arquivo Municipal de Guimarães (1931 a 1950),
onde fundou o “Boletim dos Trabalhos Históricos”, e foi
Conservador da Torre do Tombo (1933 a 1949) e seu
Director de 1949 a 1950.
Nos 125 anos do seu nascimento a Opera Omnia
reeditou o livro Páginas Minhotas. |
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Arnaldo
Gama |
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Arnaldo Gama (01/08/1828 -
29/08/1869) nasceu e faleceu no Porto. Formou-se em
Direito em Coimbra, dedicando-se desde cedo ao
jornalismo e à literatura. Fundou o "Jornal do Norte", e
colaborou, entre outros, em "A Península" e "O
Nacional". Arnaldo Gama escreveu sobretudo romances
históricos, género que lhe granjeou assinalável fama.
Entre os seus principais livros contam-se
títulos como Génio do Mal (1856-1857), Um
Motim há Cem Anos (1861), O Sargento-Mor de Vilar
(1863), O Segredo do Abade (1864), A Última
Dona de S. Nicolau (1864), O Filho do Baldaia
(1866), A Caldeira de Pêro Botelho (1866), O
Balio de Leça (1872, póstumo) e El-Rei Dinheiro
(1876, póstumo). |
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Camilo Castelo Branco |
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Camilo Castelo Branco (Lisboa, 16.3.1825 - São Miguel de
Seide, 1.6.1890).
Camilo Castelo Branco recebe a sua primeira formação
cultural com as lições do Pe. António de Azevedo, irmão
do cunhado, que lhe ensina doutrina cristã, latim,
francês e língua portuguesa. Aos 16 anos casa com
Joaquina Pereira da França, camponesa do lugar de Friúme,
concelho de Ribeira de Pena. A sua volubilidade não tardaria em
substituí-la, numa longa cadeia de amores que o levará
sucessivamente aos braços de Patrícia Emília, Bernardina
Amélia, de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento
da Avé Maria, e, por fim, aos de Ana Plácido, a mulher
fatal da sua vida. Pensa formar-se em Medicina e
matricula-se, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, que
frequenta de 1842 a 1845. Em 1846, porém, já está em
Coimbra, provavelmente para estudar Direito, curso que
nem sequer iniciou. Volta a Vila Real, mas, a partir de
1848, fixa-se no Porto, decidido a ganhar a vida como
jornalista. Num momento de fugaz exaltação religiosa,
matricula-se no Seminário daquela diocese, com a
intenção de se ordenar, mas a pretensa vocação
apagava-se escassos meses depois. Logo retoma a vida
aventurosa de estroina «leão» romântico. É neste período que conhece
Ana Augusta Plácido, casada com o comerciante regressado
do Brasil, Manuel Pinheiro Alves, fazendo dela o objecto
de uma desordenada paixão romântica. Seduzida e
igualmente apaixonada, Ana abandona o marido e foge com
Camilo para Lisboa. Instaurado o
processo por adultério, é presa na Cadeia da Relação do
Porto e Camilo, depois de vaguear pelo Minho e
Trás-os-Montes, ali se entrega também. Absolvidos, vão
viver para Lisboa, onde lhes nasceria o filho Jorge, até
que, em 1864, falecido Pinheiro Alves, se instalam em
São Miguel de Seide, na casa que lhe pertencera e
passara por herança a Manuel Plácido, seu pretenso
filho, mas, ao que tudo leva a crer, filho de Camilo.
Com uma família a sustentar (o filho Nuno nascera nesse
mesmo ano de 1864) e sem outros recursos além dos do seu
trabalho, Camilo faz da pena o ganha-pão único numa
ansiosa e febril necessidade de escrever para viver.
A 9.3.1888 celebra-se o casamento com Ana Plácido. Ameaçado pela cegueira, julgando caminhar para
a loucura que a tradição da família dava como estigma
fatal de muitos dos seus, Camilo afunda-se no
pessimismo, até que, vencido, se suicida. O mundo que o rodeia, uma
imaginação que não conhece limites nem restrições, uma
irrequieta instabilidade psicológica, a volubilidade
sentimental filha do seu temperamento romântico e a sua
constante rebeldia de carácter, definem a perspectiva
através da qual criou o mundo ficcional de toda a sua
obra, enquadrado pela paisagem das províncias nortenhas
do Minho e de Trás-os-Montes, com os seus ambientes
rurais ou provincianos, tendo por centro o meio mais
desenvolvido do Porto, onde se agita toda uma sociedade
em constante e profundo conflito travado, bem à maneira
romântica, entre os interesses materiais da realidade e
as exigências da sensibilidade e do ideal.
O Morgado de Fafe em Lisboa, Opera Omnia, Guimarães, 2009
O Morgado de Fafe
Amoroso, Opera Omnia, Guimarães, 20010 (no prelo)
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Carlos Poças Falcão |
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Carlos Poças
Falcão nasceu em Guimarães, em 1951. Licenciado em
Direito na Universidade de Coimbra, exerceu durante
alguns anos a advocacia, que abandonou para dedicar-se à
docência e à escrita. Tem
colaboração dispersa por numerosas publicações e
revistas literárias.
Tem publicados os seguintes
livros:
O Número Perfeito (edição do autor, Guimarães,
1987)
O Invisível Simples (Limiar,
Porto, 1988);
Rotações [com António Ramos
Rosa e Agripina Costa Marques]
(Cadernos Solares, Lisboa, 1991);
Três Ritos (Pedra Formosa,
Guimarães, 1993);
Movimento e Repouso (Pedra
Formosa, Guimarães, 1994);
Sinais [edição bilingue portuguesa-finlandesa, com fotografias
de Markku Niemenlehto] (edição de autor, Guimarães,
1998);
A Nuvem (Pedra Formosa,
Guimarães, 2000:
Coração Alcantilado,
Opera Omnia, Guimarães, 2007
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César Figueiredo |
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César Figueiredo é natural de Braga, onde nasceu
em 24 de Outubro de 1976.
Desde cedo manifestou interesse pela prática artística,
tendo iniciado os seus estudos com um curso profissional
de design na Escola Secundária de Carlos Amarante.
Posteriormente, fez um Bacharelato em Pintura na
ESAP-Guimarães e concluiu a Licenciatura em Arte e
Comunicação no ramo multimédia, na Escola Superior
Artística do Porto. Actualmente, é mestre em Ilustração
pela ESAP-Guimarães.
Como actividade profissional, exerce a prática da
ilustração e design bem como a docência.
Tendo manifestado desde cedo um interesse pela arte,
realizou algumas exposições individuais e participou em
exposições colectivas, dando especial destaque às
seguintes; "A Alma do Espírito" (2003) e "Lugares
Ocultos" (2009) no Mosteiro de São Martinho de Tibães e
ainda a participação no 2º Encontro Nacional de
Ilustração (2009).
"Titus e os Legionários" é a sua primeira
publicação como autor, conjuntamente com o Museu D.
Diogo de Sousa. No entanto, já tem trabalho publicado
como ilustrador e designer, dando como exemplos as
ilustrações publicadas no livro "Bracara Augusta" (2009)
da autoria de Rui Morais ou no livro "Histórias da
Ajudaris" (2009) e ainda o "Guia das Cerâmicas de
Produção Local de Bracara Augusta" (2009) da autoria de
Manuela Delgado e Rui Morais.
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César Luís de Carvalho |
A Publicar em 2011 |
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César Luís de Carvalho nasceu no lugar de Marvão,
freguesia de Loureiro, concelho do Peso da Régua, no dia
17 de Outubro de 1965. Viveu em Lamego, onde se tornou
professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico, e, mais tarde,
em Tarouca, onde desenvolveu, mais significativamente, a
sua intervenção comunitária e literária. Para além de
artigos dispersos pelos jornais regionais, tem vasta
colaboração em livros, quer como co-autor e coordenador
ou como prefaciador. Da sua obra fazem parte álbuns de
banda desenhada, contos, biografias, poesia lírica e um
romance.
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Cláudio Lima |
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Cláudio Lima, residente na cidade
de Braga, é um autor originário de Ponte de Lima, tendo
nascido na Freguesia de Calvelo em 1943. Iniciou-se
desde muito cedo nas lides literárias, dividindo-se a
sua produção pela Poesia, o Conto, a Crónica, a Crítica
Literária, a Diarística e o Ensaio.
Cláudio Lima tem recebido elogios de autores como Manuel
António Pina, A. M. Couto Viana, Mário Cláudio, Maria Ondina Braga, Fernando Venâncio, Filomena Cabral, etc.
Está representado em várias antologias e outras obras
colectivas. Entre outros títulos, Cláudio Lima é autor dos livros: A Foz das Palavras (poesia) Por aqui não é passagem
(contos) Itinerarium I (poesia) Itinerarium II
(poesia) Um rio de muitas luzes
(ensaios)
Itinerarium III
(poesia), Opera Omnia, Guimarães, 2006
Contos Baldios
(contos), Opera Omnia, Guimarães, 2007
Os
morros de Nóqui, 2ª Ed.
(contos da Guerra Colonial), Opera Omnia, Guimarães, 2009
Itinerâncias, Opera Omnia,
Guimarães, 2010 |
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Eduardo Pires
de Oliveira
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Eduardo Pires de
Oliveira nasceu em Braga a 13 de Dezembro de 1950 e
desde os 16 anos que se dedica à arqueologia, sobretudo
dos períodos da Idade do Ferro e Romanização. De 1977 a
1994, exerceu funções na Unidade de Arqueologia da
Universidade do Minho e, desde 1994, trabalha na
Biblioteca Pública de Braga. É autor de uma obra extensa
no campo da investigação, com mais de 140 livros
publicados.
Publicou na Opera Omnia o
livro
A Igreja de Salvador de
Bravães. |
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Evandro Morgado |
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Evandro Morgado, nascido em 1976, é natural de
Areias de Vilar, Barcelos. É licenciado em Ensino
– Curso de
Humanidades da Faculdade de Filosofia de Braga
(Universidade Católica Portuguesa)
– e mestre em
Ciências da Educação, com especialização em Informática
Educacional, pela Universidade Católica do Porto. Ao
longo dos últimos anos, além das actividades de docência
de Português e de Tecnologias de Informação e
Comunicação, tem desempanado as funções de Professor
Bibliotecário.
Dedica algum do seu tempo à formação de Professores e,
academicamente, tem colaborado em múltiplos projectos de
investigação e de implementação de Tecnologias
Educativas, donde têm resultado várias publicações e
comunicações.
Relativamente à literatura infanto-juvenil, escreve em
co-autoria com a sua esposa, Márcia Morgado.
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Fernando Pinheiro |
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Fernando Pinheiro nasceu em 1949.
Foi professor de diversos graus de ensino, entre 1973 e
1998, tendo leccionado disciplinas da área do Teatro.
Colabora com regularidade em diversos projectos
editoriais, quer ao nível da comunicação social, quer ao
nível da edição.
Entre outros títulos,
Fernando Pinheiro é autor dos livros:
Constantino, Guardador de
vacas e de sonhos, 1985, adaptação teatral da obra de
Alves Redol
O Pátio das Comédias, 1991, adaptação
de teatro de cordel do séc. XVIII
O grande julgamento das
taberneiras de Lisboa, 1994, adaptação de teatro de cordel
A Forasteira, romance,
1991
Retábulo da Folia, 1994, contos
Sete Salmos e
Uma Lenda, 2002,
contos
O
Pugilista de Deus e outros contos, 2005
O Voo do Gafanhoto, Opera Omnia,
Guimarães, 2008 |
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Inês Vinagre |
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Inês Vinagre nasceu em Lisboa, em 1983. Possui
uma licenciatura em Ensino Básico - 1º Ciclo e uma
especialização em Associativismo e Animação
Sócio-Cultural, pela Universidade do Minho. Nos últimos
anos tem trabalhado essencialmente no apoio educativo a
alunos de Língua Portuguesa Não Materna e a crianças com
dificuldades de aprendizagem e em situação de risco
social. No campo literário, recebeu o "Prémio de
Literatura Juvenil Ferreira de Castro" e o "Prémio
Jovens Criadores". |
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Jaime Costa
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Jaime Costa é doutorado em Literatura
Norte-Americana pela Universidade de Salamanca e
professor na Universidade do Minho, onde presentemente
lecciona Literatura Norte-Americana (licenciatura em
Línguas e Literaturas Modernas) e Sociedade e Cultura
Anglo-Americana (licenciatura em Relações
Internacionais). No âmbito dos estudos norte-americanos
tem publicado, em revistas nacionais e estrangeiras,
diversos artigos relacionados com o romantismo e o
pós-modernismo. É investigador do Centro de Estudos
Humanísticos do Instituto de Letras e Ciências Humanas
da Universidade do Minho. |
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João Ricardo Lopes |
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João Ricardo
Lopes nasceu em 1977. Em 2001 o júri da
APE/Câmara Municipal de Grândola
(constituído por José Correia Tavares, Manuel Frias
Martins e Baptista-Bastos) atribuiu-lhe o
Prémio Revelação de Poesia Ary dos Santos.
A publicação da obra
Dos maus e bons pecados
em 2007, com a chancela da Opera Omnia, é
o primeiro livro de ficção do autor. |
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João Vieira |
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João Paulo Vieira
é Professor e
Licenciado em Arquitectura. Em 1998 concluiu o seu
primeiro curso em Astronomia e formou o "Núcleo de
Astronomia de Barcelinhos", grupo que coordenou até
finais 2001. Desde 1998 é também monitor regular no
programa "Astronomia no Verão" e coordenou diversos
projectos "Ciência Viva". Em 2002 iniciou o seu
"Mestrado de Ensino de Astronomia", na Faculdade de
Ciências da Universidade do Porto, concluindo a sua Tese
em 2004. Actualmente é Presidente da "ORION – Sociedade
Científica de Astronomia do Minho", Director do
Observatório Astronómico de Gualtar – Braga, e
Coordenador Nacional do "Kit do Astrónomo" para o
AIA2009. Colabora ainda com o Centro de Astrofísica da
Universidade do Porto na criação de ferramentas
multimédia em temas da Astronomia. Nas suas observações
do céu faz sobretudo astrofotografia do céu profundo. O
seu trabalho é utilizado em actividades pedagógicas, em
colaborações científicas e também na divulgação. É
formador acreditado na área de "Astronomia" e realiza
periodicamente palestras e cursos. É autor e co-autor de
artigos e publicações sobre Astronomia, Astrofísica,
Ensino de Ciências e Astrofotografia.
Astronomia num minuto (com Jorge Fonte), Opera Omnia,
Guimarães, 2009 |
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Jorge Fonte |
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António Jorge Fonte é Licenciado em Ciências
Físico-Químicas pela Universidade do Minho. Em 2004
defendeu a dissertação de Mestrado em Ensino da
Astronomia na Faculdade de Ciências da Universidade do
Porto, sobre a temática da "Evolução Estelar". Tem
participado em vários projectos do Ciência Viva no
âmbito da Astronomia e da Física, tendo sido coordenador
do projecto "Astronomia na Internet" entre 2002 e 2005 e
"Modulação no Ensino da Física e da Matemática" desde
2006 até 2008. É também Membro fundador e
Vice-Presidente da ORION – Sociedade Científica de
Astronomia do Minho. Coordena desde 2007 as actividades
da ORION, na qual figuras proeminentes de diversas áreas
científicas têm sido presença assídua. Desde 1999
trabalha no projecto da "Astronomia no Verão" e realiza
regularmente acções de divulgação da Astronomia em
Escolas do Ensino Básico e Secundário, dando palestras e
ministrando sessões de planetário. Desde 2004 é formador
creditado pelo conselho científico de formação em vários
domínios da Física, Astronomia e Informática, tendo
realizado vários cursos de formação de professores
nestas áreas.
Astronomia num minuto (com João Vieira), Opera Omnia,
Guimarães, 2009 |
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José Cândido de Oliveira Martins |
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José Cândido de
Oliveira Martins
(1965),
doutorado em Teoria da Literatura, é docente e
investigador da Universidade Católica Portuguesa
(Braga). Nesta instituição, tem leccionado várias
disciplinas: Teoria do Texto Literário;
Literatura Portuguesa (Moderna); História da Arte
Moderna; e Retórica e Argumentação. Tem ainda
colaborado com outras universidades ao nível da
graduação e da pós-graduação (mestrado e doutoramento),
em Portugal e noutros países.
Além de
artigos vários para revistas da especialidade, de
participação em congressos e colóquios, e de colaboração
em diversas obras colectivas, publicou alguns livros:
Teoria da Paródia Surrealista (Braga, 1995); Para
uma Leitura de ‘Maria Moisés’ de Camilo Castelo Branco
(Lisboa, 1997); Naufrágio
de Sepúlveda. Texto e Intertexto (Lisboa, 1997);
Para uma Leitura da Poesia de Bocage (Lisboa, 1999);
Para uma Leitura da Poesia Neoclássica e
Pré-Romântica (Lisboa, 2000); mais recentemente,
Fidelino de Figueiredo e a Crítica da Teoria Literária
Positivista (Lisboa, 2007); e Viajar com...
António Feijó (Porto, 2009).
No campo da
publicação de autores da literatura portuguesa,
organizou a edição de vários autores, com
fixação do texto e introdução crítica: Camilo Castelo Branco,
Eusébio Macário / A Corja
(Porto, 2003) e Novelas do Minho (Porto,
2006); António Feijó, Poesias Completas (Porto,
2004) e Poesias Dispersas e Inéditas
(Porto, 2005); Teófilo Carneiro, Poesias e
outros dispersos (Opera Omnia, Guimarães,
2006); Camilo Castelo Branco, O Morgado de Fafe em
Lisboa (Opera Omnia, Guimarães, 2009); Diogo Bernardes, O Lima
(2009); Leituras do desejo em Camilo Castelo Branco
(org., com Sérgio Guimarães de Sousa, Opera Omnia, Guimarães, 2009);
Camilo Castelo Branco, O Morgado de Fafe Amoroso
(Opera Omnia, Guimarães, 2010)
Teófilo Carneiro, Poesias e
Outros Dispersos, Opera Omnia, Guimarães, 2006;
Camilo
Castelo Branco, O Morgado de Fafe em Lisboa, Opera Omnia, Guimarães, 2009
Sérgio
Guimarães de Sousa ; José Cândido
de Oliveira Martins (Organização), Leituras do Desejo em Camilo Castelo
Branco, Opera Omnia, Guimarães, 2010
Camilo
Castelo Branco, O Morgado de Fafe Amoroso, Opera Omnia, Guimarães, 20010
(no prelo)
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Manuel de Freitas |
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Manuel de Freitas nasceu em
1972. Vive desde 1990 em Lisboa, onde tem exercido as
actividades de tradutor, crítico literário e editor.
Dirige a Editora Averno e é co-director
da revista "Telhados de Vidro". Publicou, além de vários
livros de poesia, ensaios sobre literatura portuguesa
contemporânea.
Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Literário Ruy Belo da
Câmara Municipal de Sintra. Entre outros títulos,
Manuel de Freitas é autor dos livros: 2000 – Todos
Contentes e Eu Também (Campo das Letras)
2001 – Os Infernos Artificiais (Frenesi)
2002 – Game Over (& etc)
2002 – [SIC] (Assírio & Alvim)
2003 – Beau Séjour (Assírio & Alvim)
2003 – Büchlein für Johann Sebastian Bach (Assírio &
Alvim)
2004 – Levadas (Assírio & Alvim)
2005 – Aria Variata (Alexandria)
2005 – Jukebox (Teatro de Vila Real)
2005 – Qui passe, for my Ladye (Edição do Autor)
2005 – A Flor dos Terramotos (Averno)
2006 – Cretcheu Futebol Clube (Assírio & Alvim)
2007 – Terra Sem Coroa (Teatro de Vila Real)
2008 – Brynt Kobolt (Averno)
2008 – Estádio (Edição do Autor)
2008 – Jukebox 2 (Teatro de Vila Real)
2008 –
Boa Morte (Edição do
Autor)
2009 – Intermezzi, Op. 25, Opera Omnia,
Guimarães, 2009
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Márcia
Morgado |
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Márcia
Morgado, nascida em 1977, é natural de Oliveira
Santa Maria, Vila Nova de Famalicão. É licenciada em
Ensino – Curso de
Humanidades da Faculdade de Filosofia de Braga
(Universidade Católica Portuguesa).
Ao longo
dos últimos anos, além das actividades de docência de
Português e de Grego, tem desempanado as funções de
Professora Bibliotecária.
Literariamente, escreve em co-autoria com o seu marido,
Evandro Morgado.
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Maria do Céu Nogueira |
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Maria do Céu Nogueira nasceu em Escariz, S.
Martinho, concelho de Vila Verde. Cedo adoptou Braga
como seu segundo berço. Aí completou os seus estudos
secundários e superiores com uma licenciatura no curso
Filosófico-Humanístico na Faculdade de Filosofia de
Braga (UCP). Foi professora durante cerca de quarenta
anos, leccionando quase exclusivamente Língua
Portuguesa. Como escritora, há muito que vem colaborando
em vários jornais com textos de critica literária e
social, artigos de opinião, pequenas peças de teatro,
contos, crónicas e poemas. Tem cerca de uma dezena e
meia de livros publicados. Com A Magia do Sonho,
colectânea infanto-juvenil, saída em 2008, ganhou um
prémio literário a nível nacional. Anima semanalmente a
"Hora do Conto" na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva,
em Braga. No seu voluntariado cultural, há anos que
visita escolas, bibliotecas e Instituições de
Solidariedade Social para contar ou ler as suas
histórias.
Brincalendo, 3ªed., Opera Omnia,
Guimarães, 2010
Histórias, Memórias e Contos Tontos, 2ªed., Opera Omnia,
Guimarães, 2010 |
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Paula Teixeira
de Queiroz |
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Contactos:
mpqueirozp@gmail.com
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Paula Teixeira de Queiroz, nascida em Arcos de
Valdevez, vive em Lisboa. É advogada de profissão, mas
apaixonada pelo jornalismo e escrita. Gosta de viajar e
de falar com as pessoas, onde encontra inspiração para
muitos dos seus textos.
Contos do Destino e do
Desatino, Opera Omnia, Guimarães, 2010, é o primeiro livro da
Autora, e reúne um conjunto de textos de natureza
ficcional anteriormente publicados na Imprensa com assinalável
sucesso de público aquém e além fronteiras.
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Pedro Seromenho |
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Pedro Seromenho Rocha, de nacionalidade portuguesa,
nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria
(Harare), República do Zimbabué. Depois do sucesso do livro “A Nascente de
Tinta”, o autor publicou “O Reino do Silêncio” e
regressou com "900 - História de um Rei - D.
Afonso Henriques - 1109-2009", e posteriormente
com "A Estrelinha Pálida", mais um livro destinado aos
mais jovens.
900 - História de um Rei - D. Afonso Henriques -
1109-2009, Opera Omnia, Guimarães, 2009
A Estrelinha Pálida, Opera Omnia,
Guimarães, 2010
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Rui
Sousa Basto |
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AUTOPSICOBIOGRAFIA EM DOIS MINUTOS
Nasci em 61 do
século passado, quando rebentou a guerra em Angola,
embora isso nada tenha a ver comigo, nem a guerra nem
Angola. Foi uma coincidência de que me apercebi muito
mais tarde, já na adolescência, naquela fase da vida em
que as hormonas não nos deixam em paz. Na
puberdade lia Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça,
Cesário Verde, Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas
Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus, Neruda, Hermann
Hess e quejandos. Ouvia muita música, principalmente
jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle
Giant, King Crimson, Genesis e de outros facínoras da
mesma laia, além de Bossa Nova e das canções de
intervenção política do Sérgio, Zeca e do resto da
malta. Também me deliciava com Beethoven, Mozart, Bach e
demais compositores do necrotério da música erudita. A
música acompanhou-me com fidelidade durante todos estes
anos e cheguei a abusar dela, inconscientemente, através
da participação em bandas de rock foleiro, em digressão
pelas freguesias rurais, quando era mais jovem,
insensato e desavergonhado. Ainda hoje a agrido com os
acordes que vou arrancando, de seis em seis meses, à
minha desditosa guitarra acústica. Sou português de
gema, clara e casca, assumo o ovo integralmente e guardo
uma nostalgia sebastianista do Portugal de Quinhentos,
lamentando profundamente (que exagero!) não ter nascido
no tempo das páginas dos Lusíadas. Formei-me em
Engenharia Química, depois em Engenharia e Gestão
Industrial e, mais tarde, tirei uma Pós-graduação em
Gestão de Empresas, tornando-me num autêntico
especialista em generalidades. Trabalhei em três
empresas por conta de outrem e cheguei a ser um
profissional reputado (que exagero!) na área da
indústria cerâmica mas apenas por falta de concorrência
e por ter tido a sorte de haver privado com uma sumidade
na matéria, que me ensinou quase tudo o que sabia (que
era muito) e que se tornara meu colega e amigo. Gosto do
mar, do rio e da fluidez da água nas suas variadas
manifestações e nos seus diversos movimentos.
Interesso-me por ciência em geral, mas nutro um carinho
especial pela física e, por isso, sou um fã indefectível
dos arquitectos dessa disciplina, como Galileu, Newton,
Einstein, Maxwell, Eisenberg, Planck e tantos outros.
Tenho um sentido quase mafioso de família porque tive a
sorte de nascer num berço adornado com seis irmãos e
seis cunhados ou cunhadas (que são tão irmãos como os
outros e que me encheram sempre de mimos) e de ter tido
uns pais maravilhosos. Vivo com a minha mulher e os meus
dois filhos, ambos rapazes, um deles com seis anos e o
outro com doze, e é por eles e por causa deles que sou
feliz. Sou balança de signo solar, sagitário de
ascendente, mas não confiro nenhuma credibilidade à
astrologia nem a qualquer outra manifestação esotérica,
embora respeite quem acredita nessas patranhas. Há cerca
de dez anos decidi dedicar-me ao marketing e é nessa
área que desenvolvo actualmente a minha actividade
profissional, numa agência que criei com entusiasmo,
dedicação e esforço. Gosto de política como quem gosta
de circo e sobre essa matéria não digo mais nada, nem
confirmo nem desminto. Desde menino que me dizem que
tenho jeito para escrever e, de facto, para meu espanto,
uma parte dos meus rendimentos profissionais resultam de
teclar textos para isto e aquilo, mais aquilo e
aqueloutro. Há cerca de um ano atrevi-me na literatura
com aspas, aspas e mais aspas, e acabei por escrever
alguns desvarios que vou guardando na gaveta dos
vómitos, mas sempre com a esperança secreta de que esses
escritos tenham algum valor literário, seja lá o que
isso for. Se, porventura, encontrar algum dos meus
livros deitado numa estante ao lado dos livros dos
Mestres, vou sentir um desconforto enorme e ver-me-ei
obrigado a pedir desculpa ao Aquilino, ao O’Neil, ao
Camilo e a tantos outros, por tal atrevimento e
desfaçatez. Não sei mais o que dizer de mim próprio e
julgo que até já disse mais do que diria, por exemplo,
num sofá de psicanálise, que é um lugar onde muito
dificilmente me poderão encontrar, porque prefiro gozar
a quietude da praia e a melopeia das ondas do mar, em
silêncio, lendo um bom livro de papel, enquanto os
livros ainda são de papel. Falta dizer, talvez, que sou
adepto do Futebol Clube do Porto e que perdoo todas as
atitudes do Pinto da Costa como quem perdoa as
travessuras de um filho. Ámen. |
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Sebastião Peixoto |
Ilustrador |
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Sebastião Peixoto nasceu em 1972, em Braga. É
licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade
de Belas-Artes da Universidade do Porto. Para além das
actividades de docência no ensino básico e secundário e
da realização de exposições de desenho e pintura, tem
colaborado com várias editoras.


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Secundino Cunha |
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Secundino Cunha nasceu a 22 de Junho de 1967, em Vilela,
Amares. É jornalista profissional desde 1990. Foi delegado em Braga do jornal
"Correio da Manhã" entre Janeiro de 1998 e Outubro de
2007 e actualmente é o Editor deste mesmo jornal para o
Norte do País.
Casas de Escritores no Minho (Opera
Omnia, Guimarães, 2007, 2ª ed. 2008), é um livro que, por
intermédio da palavra e da imagem, evoca a vida e as
vivências de alguns dos mais importantes autores
portugueses e dos seus lares (neste caso no Minho), como
sejam Sá de Miranda, Aquilino Ribeiro, Ruben A, Camilo
Castelo Branco, Raul Brandão, Tomaz de Figueiredo, etc.
Trata-se de um livro da autoria do jornalista Secundino
Cunha, com fotografias
antigas e actuais (estas da autoria do fotógrafo Sérgio
Freitas).
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Sérgio Freitas |
Fotógrafo |
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Sérgio Freitas é natural de
Braga. Iniciou-se na fotografia em 1987, optando pelo
fotojornalismo a partir de 1994
Presentemente é fotojornalista da
Global Imagens ("Jornal de Notícias" e "Diário de
Notícias").
É o Autor das fotografias actuais
dos livros Casas de Escritores no Minho e
Casas de Escritores no Douro. |
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Sérgio
Guimarães
de Sousa |
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Sérgio Guimarães de Sousa, nascido em 1970, é
doutorado em Literatura Portuguesa, com uma tese
intitulada «Entre-Dois. Desejo e Antigo Regime na Ficção
Camiliana», é Professor de Literatura e de Cinema na
Universidade do Minho. Tem também leccionado cursos
breves e/ou Seminários noutras instituições (nas
Universidades de São Paulo, Trieste e Hamburgo), além de
ter sido visiting scholar na Brown University.
Para além de diversos artigos em revistas da
especialidade e de participar em vários colóquios e
congressos, publicou os seguintes livros:
Breve Teoria da Literatura Infantil (Cadernos do
Povo-Ensaio, 2000); Matéria de Leituras. Recepção,
Hermenêutica, Literatura, Cinema (Cadernos do
Povo-Ensaio, 2000); Relações Intersemióticas entre o
Cinema e a Literatura (Centro de Estudos
Humanísticos da Universidade do Minho, 2001);
Literatura & Cinema (Angelus Novus, 2003). E é
co-autor de Ensaios Garrettianos (Cadernos do
Povo-Ensaio, 2001); Último Eça, O Romance & O Mito
(Cadernos do Povo-Ensaio, 2001; 2.ª ed.: 2003);
Crimes EcoLógicos. Natureza e Cultura nos Policiais de
Tony Hillerman, (Editora Ausência, 2003); e
Dicionário da Obra de António Lobo Antunes (2 vols.,
IN-CM, 2008). É também da sua responsabilidade a fixação
de texto de algumas edições camilianas: Livro de
Consolação (Parceria A. M. Pereira, 2006), Livro
Negro de Padre Dinis (Parceria A. M. Pereira, 2007).
Sérgio
Guimarães de Sousa ; José Cândido
de Oliveira Martins (Organização), Leituras do Desejo em Camilo Castelo
Branco, Opera Omnia, Guimarães, 2010
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Sónia
Sousa |
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Sónia Sousa
nasceu em 1975 em Conde, Guimarães. Terminou a
Licenciatura em Comunicação Social em 2001 na Escola
Superior de Jornalismo do Porto. Exerce a profissão de
jornalista, tendo já passado por vários órgãos de
Comunicação Social escrita e falada.
Vitória Sport Clube - Uma fotobiografia, Opera
Omnia, Guimarães, 2007
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Teófilo Carneiro |
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Teófilo
Carneiro (Ponte de Lima, 1891-1949) Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra.
Profissionalmente, dedicou a sua vida ao exercício da
advocacia. Contudo, duas outras paixões absorveram a sua
existência breve: a vida política e a criação literária.
De facto,
revelou-se um cidadão empenhado até ao fim da sua
existência. Participou activamente, em 1948, na campanha
do general Norton de Matos para a Presidência da
República. Foi fundador de um jornal, Democracia do Lima
(1921-22); e colaborou em diversas publicações
periódicas do seu tempo. Ao mesmo tempo, homem de rara
sensibilidade, escreveu poesia desde a sua juventude,
sem nunca ter reunido em vida essa criação poética.
O modesto
volume póstumo das Poesias (88 págs.) de Teófilo
Carneiro fora editado em 1952. Aconteceu por iniciativa
de amigos, em edição particular, nos prelos da
tipografia limiana de Avelino Guimarães, numa tiragem
bastante limitada, há muito esgotado.
O propósito fundamental da edição de
Poesias e outros
dispersos (volume que conta com mais de trezentas
páginas, incluindo textos críticos sobre o Poeta e cerca
de duas dezenas de fotografias) – além de contextualizar
e apresentar criticamente esta obra literária – é o de
enriquecer o breve corpus textual das Poesias do autor
limiano com a integração de novos textos, quer em
poesia, quer em prosa, cuidadosamente transcritos e
anotados pelo Doutor José Cândido de Oliveira Martins.
Teófilo Carneiro, Poesias e
Outros Dispersos, Opera Omnia, Guimarães, 2006;
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Teresa
Saavedra |
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Teresa
Saavedra, nascida a 13 de Janeiro de 1947, é licenciada
em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes do
Porto, tendo sido, durante longos anos, professora de
Educação Visual.
Em 1995, pelo seu livro Memória das Doze Casas ganha o
Grande Prémio de Literatura Auto-Biográfica promovido
conjuntamente pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara Municipal do
Porto.
Ainda no mesmo ano, sob o pseudónimo de Maria Mata
inicia uma colecção de livros infantis.
Em 1999 publica o romance Inventário junto ao Espelho
que é posteriormente traduzido para italiano.
Em 2005 publica no Brasil a colectânea de contos
infanto-juvenis Contos que o Vento Soprou
Posteriormente, em 2008, o mesmo livro é editado em
Portugal.
Tem diversos contos espalhados por variadas publicações.
Teresa Saavedra, Magalhães e a primeira viagem à
volta da Terra, Opera Omnia, Guimarães, 2009
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Walt
Whitman |
A Publicar em 2011 |
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Walt Whitman foi um poeta norte-americano, descendente
de ingleses e holandeses, nascido em West Hills, Long
Island em 1819.
Contudo, quando tinha apenas quatro anos, a sua família
mudou-se para Brooklyn, onde este frequentou até aos
onze anos uma escola oficial, trabalhando depois como
aprendiz numa tipografia. Em 1835 trabalhou como
impressor em Nova Iorque e no Verão do ano seguinte
começou a ensinar em East Norwich, Long Island. Entre
1836-1838 deu aulas e de 1838 a 1839 editou o semanário
Long Islander, em Huntington. Voltou ao ensino depois de
participar como jornalista na campanha presidencial de
Van Buren (1840-41). Em Maio de 1841 regressou a Nova
Iorque, onde trabalhou novamente como impressor. Entre
1842-1844 editou um jornal diário, "Aurora", e o "Evening
Tatler". Regressou a Brooklyn em 1845, e durante um ano
escreveu para o "Long Island Star", tornando-se de
seguida editor do "Daily Eagle de Brooklyn", lugar que
ocupou de 1846 a 1848. Em Fevereiro desse ano partiu com
o irmão Jeff para Nova Orleães, onde trabalhou no "Crescent".
Deixou Nova Orleães em Maio do mesmo ano, regressando a
Brooklyn através do Mississippi e dos Grandes Lagos.
Editou o "Freeman de Brooklyn" entre 1848-1849 e no ano
seguinte montou uma tipografia e uma papelaria. No
início de Julho de 1855 publicou a primeira edição de "Leaves
of Grass", impressa na Rome Brothers de Brooklyn e cujos
custos Whitman suportou. A primeira edição da obra mais
importante da sua carreira, não mencionava o nome do
autor, e continha apenas 12 poemas e um prefácio. No
Verão seguinte foi publicada a segunda edição de "Leaves
of Grass" (1856), ostentando na capa o nome do seu
autor. O livro foi recebido com entusiasmo por alguns
críticos, mas mal recebido pela maioria, o que, contudo,
não impediu Whitman de continuar a trabalhar em novos
poemas para aquela colectânea. A segunda edição de "Leaves
of Grass" era composta por 32 poemas, intitulados e
numerados. Entre eles encontrava-se "Poem of Walt
Whitman, an American", o poema que haveria de se chamar
"Song of Myself" ("Canto de Mim Mesmo").
Entre a Primavera de 1857 e o Verão de 1859 Whitman
editou o "Times de Brooklyn", sendo publicada a 1860, em
Boston, a terceira edição da sua obra. Contudo, a
editora foi à falência em 1861 e a edição, que continha
154 poemas, foi pirateada. Entre 1863-1864 trabalhou
para o Exército, servindo entretanto como voluntário em
hospitais militares. Regressou a Brooklyn doente e com
marcas de envelhecimento prematuro causadas pela
experiência da guerra civil. Trabalhou posteriomente
como funcionário do Departamento do Interior (1865) e
publicou em Maio desse ano o livro "Drum-Taps", que
continha 53 poemas acerca da guerra civil e da
experiência do autor nos hospitais militares. No mesmo
ano foi despedido pelo Secretário James Harlan, por este
ter considerado "Leaves of Grass" indecente. Em 1867 foi
publicada a quarta edição de "Leaves of Grass", com 8
novos poemas. No ano seguinte saiu em Londres uma
selecção de poemas de Michael Rossetti, intitulada "Poems
by Walt Whitman". A quinta edição de "Leaves of Grass"
(1870-1871) teve uma segunda tiragem que incluía "Passage
to India" e mais 71 poemas, alguns dos quais inéditos.
Depois de publicar "Democratic Vistas", Whitman viajou
para Hannover, New Hampshire. Corria o ano de (1872). Na
Faculdade de Dartmouth leu "As a Song Bird on Pinions
Free", posteriormente publicado com um prefácio. Em
Janeiro de 1873, Whitman sofreu uma paralisia parcial.
Pouco depois morreu a mãe e o escritor deixou Washington
para se fixar em Camden, New Jersey, com o irmão George.
Em 1876 surgiu a sexta edição de "Leaves of Grass",
publicada em dois volumes. Em Agosto de 1880, Whitman
reviu as provas da sétima edição de "Leaves of Grass",
que sob ameaças do Promotor Público teve de suspender a
distribuição do livro. A edição só foi retomada dois
anos mais tarde por Rees Welsh e depois por David McKay.
Incluía 20 poemas inéditos e os títulos definitivos e
uma ordem dos poemas revista. Em 1882 foi ainda
publicado o livro "Specimen Days and Collect". Os
últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela
pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e
admiradores americanos e europeus. Em 1884, Whitman
adquiriu uma casa em Camden, New Jersey. Quatro anos
depois, sofreu um novo ataque de paralisia e viu
publicados 62 novos poemas sob o título "November Boughs"
(1888). Ainda nesse ano foi publicado "Complete Poems
and Prose of Walt Whitman". A oitava edição de "Leaves
of Grass" apareceu em 1889, e no ano seguinte o escritor
começou a preparar a sua nona edição, publicada em 1892.
Whitman morreu no dia 26 de Março de 1892 e foi
sepultado em Camden, New Jersey. Cinco anos depois foi
publicada em Boston a décima edição de "Leaves of Grass"
(1897), a que se juntaram os poemas póstumos "Old Age
Echoes". |
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